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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Concurso Interconcelhio de Leitura

 Já são conhecidos os alunos vencedores do Concurso Interconcelhio de Leitura (ConcIL) - fase escolar.

Parabéns a todos os que aceitaram este desafio da Biblioteca Escolar e que o tornaram possível. 





quinta-feira, 20 de abril de 2023

Conselho de Leitura

Eu aconselho a lerem este livro, porque ele conta uma história muito bonita. É a história de pessoas que tiveram de passar por uma tempestade, que as fez pensar sobre a sua vida.

As pessoas estavam assustadas, porque não sabiam o que fazer. Aquelas nuvens não eram de uma tempestade normal, cobriram as ruas e as pessoas ficaram nas suas casas. As ruas ficaram desertas e tudo parecia estranho.

Todos estavam com medo, mas algumas pessoas foram muito corajosas e ajudaram os que mais precisavam.

Todos se sentiam juntos mesmo estando distantes e as pequenas coisas tornaram-se muito importantes. As pessoas aprenderam a apreciar a natureza, a Lua, as estrelas…

Até que a tempestade acalmou e as pessoas puderam conviver de novo e estar juntas.

Margarida Gomes, 5ºC

Obrigada Margarida pelo teu conselho de leitura. Que se sigam outros...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Fala do Velho do Restelo ao Astronauta

 A Lara, do 6º ano, veio mais uma vez ajudar a BE a colocar enfoque no centenário de José Saramago.

Desta vez, a Lara deixou-se filmar e com os takes foi editado este vídeo que agora se partilha.

Bem haja à Lara.




terça-feira, 29 de novembro de 2022

Eu posso (es)Colher

 

 Integrada no Projeto "Escola a Ler": Tempo para ler e pensar", e articulando com as atividades da Semana da Gentileza na escola, a BE levou atividades de reflexão, a partir da leitura do livro de Isabel Minhós- O meu vizinho é um cão - aos alunos do 6º ano. 

 Foram momentos de partilha de ideias bem interessantes.

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Bob Dylan - Masters Of War - MIBE 2022

Os alunos do 10º ano foram brindados com esta bela poesia do Cantautor e Prémio Nobel da Literatura 2016.
E para terminar visualizaram o vídeo do youtube.
Bela forma de dar continuidade às atividades do MIBE na Escola Coelho e Castro.


segunda-feira, 3 de outubro de 2022

A Música e os Livros_Biblioteca Escolar

 Há livros que falam de música e há músicas relacionadas com livros. Alguns destes livros estão disponíveis na tua Biblioteca Escolar.


Confere aqui 


terça-feira, 24 de maio de 2022

Latitudes da Língua Portuguesa - 124 anos Ferreira de Castro

Mais uma atividade da Biblioteca escolar, em articulação com o Clube de Leitura e a Casa-Museu Ferreira de Castro, para as comemorações dos 124 anos de Ferreira de Castro

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Comemoração Centenário de José Saramago




A BE do AE Coelho e Castro deu início às atividades de comemoração do 100º aniversário de José saramago, o escritor maior da Língua Portuguesa e o único, até à data, vencedor de um Prémio Nobel da Literatura. "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo"... 
Vê o que fizemos para ti.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos

Ao longo da vida, vamos construindo os nossos saberes através da experimentação e da partilha. 
Nesta perspectiva, partilhamos a visão de Sebastião Barata, em "Livrónicos" sobre o livro da Prémio Nobel da Literatura, Olga Tokaurczuk, intitulado "Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos".

Se à partida o título nos conduz a pensar que só construímos o futuro com a ajuda do passado ou, em alternativa, a analisar o despudor do homem face à sua vivência, vejamos então o que os "Livrónicos" têm para partilhar connosco sobre este livro de leitura autónoma proposta aos alunos do ensino secundário:



Comentário ao livro “CONDUZ O TEU ARADO SOBRE OS OSSOS DOS MORTOS” de Olga Tokarczuk
Olga Tokaurczuk é uma escritora polaca nascida no tempo em que a Polónia fazia parte do bloco de Leste e era governada por um regime comunista. Viveu o tempo das lutas pela independência e a implantação da democracia, quando ela estudava psicologia na Universidade e foi voluntária para ajudar as vítimas dos soldados soviéticos que reprimiam as manifestações populares. Viveu depois também a queda da URSS e a destruição do muro de Berlim. Mas o mais importante para falar deste livro foi a sua infância passada no campo, pois os seus pais eram professores numa zona rural e também passava as férias no campo com os avós. Era muito observadora e divertia-se a passear pelos campos, a tomar banho nos rios, a observar os camponeses, os animais selvagens e as plantas. Também gostava de ouvir os seus avós contavam-lhe histórias do passado da região e ver velhas fotografias de família.
Mais tarde, depois de já ser uma escritora conhecida, Olga Tokarczuk adquiriu uma casa no vale polaco Kłodzko, onde vive uma parte do ano cercada pela natureza e tem oportunidade de aprofundar o seu interesse pela ecologia. Este local inspirou a autora para cenário deste e de outros dos seus livros.
“Conduz o teu Arado sobre os Ossos dos Mortos” tem como personagem principal uma excêntrica idosa que foi engenheira de pontes e professora. Está agora aposentada e reside numa pequena aldeia no meio do campo. É um dos três únicos residentes permanentes, porque as restantes moradias pertencem a pessoas que só ali passam as férias do verão. Por isso, ela encarrega-se de ir vigiando diversas casas a pedido dos respetivos donos. Uma dessas casas pertence a uma escritora que ali passa sempre o verão, o que me pareceu uma evidente alusão de Olga a si própria.
Essa moradora não é muito conversadora e prefere os passeios pelo campo e a companhia dos animais, à dos outros dois moradores permanentes, ambos também bastante peculiares. Ocupa uma parte do seu tempo a traduzir poemas de William Blake e a fazer estudos astrológicos, a sua grande paixão. Em pleno inverno, com os campos, as ruas e as casas cobertos de neve, um dos seus dois vizinhos aparece morto em casa com sinais de ter sido assassinado com grande violência. Era uma pessoa muito estranha que não tinha respeito pela natureza, nem pelos animais. Usava armadilhas onde os animais eram apanhados e morriam com muito sofrimento. Quando foi encontrado morto, tinha acabado de caçar e desmembrar uma corça e um grupo de corças foi visto a rondar a sua casa.
Depois desta morte, começaram a aparecer mortos os membros do Clube de Caça da região, todos eles em condições horrorosas, como por exemplo apanhados nas armadilhas daquele que foi o primeiro morto e continuavam espalhadas pelo campo. A polícia iniciou uma investigação do estranho caso, mas a idosa excêntrica fez também a sua investigação paralela, baseando-se nos seus conhecimentos da região e procurando explicações baseadas nos mapas astrológicos de cada um dos mortos. Quase sempre é ela a primeira a encontrar os cadáveres.
Como amante da natureza e dos direitos dos animais, esta idosa era inimiga dos caçadores e ficava secretamente contente com as mortes que iam ocorrendo. Será que ela tinha alguma coisa a ver com estes acontecimentos? Seria uma colaboradora ou uma sabotadora das investigações da polícia? Uma coisa é certa: para ela os caçadores eram uns criminosos, enquanto para a polícia eram cidadãos responsáveis e a caça era uma atividade útil para regular o equilíbrio entre as espécies que habitavam aquele vale.
Como certamente já repararam, Olga Tokarczuk questiona neste romance, de uma forma mordaz, por vezes mesmo horrorosa, as posições da sociedade para com os direitos dos animais e a conservação da natureza. Mostra como os conceitos defendidos por uma grande parte das pessoas está longe de ser ecológica e defender a casa comum que é a Terra. Quem serão os loucos? Quem merece castigo? Aqueles que, como aquela velha que todos consideravam já regular mal da cabeça, se recusam a comer carne, protegem as florestas e os direitos dos animais, ou, pelo contrário, os que querem manter os usos e tradições que vão levar fatalmente ao desequilíbrio ecológico e ao aquecimento global?
Este livro trata um tema muito atual e que a autora desenvolve de uma forma muito agradável de seguir, com aspetos de romance policial, mas também de thriller, por vezes mesmo horroroso, podendo certas passagens ser repugnantes para alguns leitores. Mas é um livro deliberadamente escrito para abanar as consciências, que todos deviam ler e saber interpretar.

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